2009-11-17

Trombinhas (continuação)

Photo by Robert Scoble.DS209J - Nem de propósito, o lifehacker publicou três artigos sobre salvaguarda de dados.
Dois deles são sobre o que deve ser salvaguardado e com que ferramentas:

O outro responde à minha pergunta sobre qual é, actualmente, a melhor opção em serviços de salvaguarda de dados.

Para quem gostar de seguir a votação pode fazê-lo em best-online-backup-tool.

Para quem tiver mais que fazer e só quiser ver os resultados pode ir directamente a five-best-online-backup-tools e olhar para a votação para perceber que a melhor opção para muitos dos leitores é o Dropbox o que talvez se explique pelo número grande de utilizadores que este serviço tem e pela facilidade de utilização. Isto porque o cliente está bem integrado com o Windows Explorer e cria uma pasta, adequadamente chamada "My Dropbox" que pode ser usada de forma transparente.

No entanto, só na versão "livre" (2GB, não pagos) é que, na minha opinião, o Dropbox pode ser considerado uma boa opção, porque os planos pagos estão muito aquém dos da concorrência na capacidade (50 e 100GB contra planos ilimitados) e são mais caros.

Portanto, este é um daqueles exemplos, em que a segunda opção é melhor quando se olha para o custo. O Mozy com capacidade ilimitada e ~5$ por mês parece ser o mais adequado para quem, como eu, já vai nos ~300GB+ de backups.

No entanto, basta fazer algumas contas para perceber que ~5 anos de Mozy pagam uma DS209J e que mais ~3 anos pagam dois discos de 1TB.

Mas, tendo em conta que para montar um sistema de backup geo-redundante preciso de mais uma DS209J num sítio distante o suficiente e que não esteja na mesma linha sismográfica, uma configuração necessária seria:
  • 2x DS209J (separados de uns 300km)
  • 4x Discos de 1TB (2 por NAS, em RAID1)
  • ~40Wh para alimentar os NASs.
O que me leva a concluir que montar um sistema de NAS geo-redundante só amortiza passados ~17 anos em comparação com contratar o Mozy (isto, esperando que os preços evoluam de forma proporcional).

Tendo em conta que o limite de 1TB do Trombinhas pode vir a parecer pouco dentro em breve, o que pode significar que posso precisar de pôr discos com mais capacidade, de repente, a ideia de ter capacidade ilimitada já não parece tão disparatada assim.

Caso haja largura de banda para a rede suficiente, a melhor solução parece mesmo ser contratar um serviço de backup.


2009-11-01

Trombinhas

DS209J - Não sei como é que consegui viver este tempo todo sem um NAS.

Comprei um Synology DS209J depois de o comparar com uma boa dezena doutros NAS.
(Linksys, HP, ASUS, D-Link, Iomega, Netgear, WD, Apple, etc)

Também não estava completamente convencido de que um NAS teria vantagens em relação a um mero disco externo e ainda considerei comprar um com capacidades multimédia.

Outra possibilidade seria ir para uma solução tudo em um, talvez um servidor Atom+Ion com drive bluetooth. Há até uma placa mini-itx que que faz RAID 0/1 pelo que bastaria enfiar dois discos de 1 Tera (ou mais) para ter tudo o que queria:
  • Capacidade Partilhada em Rede: 1T+
  • Redundância: RAID1
  • Multimédia: Full HD + BD + Gravador e Leitor de Streams, Vídeos, TV, Fotos e Música
  • Download Station: incluindo P2P
Mas depois de olhar para as especificações do DS209J (NOTA: o DS209+ é bastante mais rápido! mas custa o dobro) e perceber que corre linux e faz tudo o que eu queria excepto a visualização e gravação, que os 24dB não me iriam causar dores de cabeça enquanto estivesse a ver um filme, que mais vale ter um bom produto que faz bem uma coisa do que um que faz mal uma série delas, decidi encomendar (e convencer um colega a também ficar com um destes bichos).

Quando o recebi (2 ou 3 dias depois) montei-o em RAID1 com dois discos de marcas diferentes para minimizar o risco de avariarem ao mesmo tempo.

Chamei-lhe "Trombinhas" porque a analogia é inescapável.... :P

E passei uma hora a mexer em todas as configurações, depois deixei o Trombinhas a montar o mirroring e a mapear os bad sectors dos discos durante uma noite inteira.

Quando acabei tinha:
  • Shares: SMB (para o Vaio) e AFS (para o Macbook)
  • FileStation: Para partilhar ficheiros com a família (p.e. fotos) e amigos (p.e. todo o TBBT)
  • DownloadStation: P2P, etc...
  • WebStation: Este bicho já vem com um servidor apache configurado para correr a interface de sistema (port:5000+5001) e user (port:80+443) e corre PHP e MySQL, dá para correr um site caseiro ou de debug por exemplo dum CMS (Drupal, Joomla)!
  • AudioStation: Com uma saída audio USB é possível pôr o Trombinhas a debitar som directamente para o amplificador (ainda tenho que encontrar o conversor) ou também é possível construir a minha rádio online e ter finalmente música decente no trabalho.
  • PhotoStation: Para ver/mostrar fotos online.
  • iTunes Share: Para servir de suporte ao iTunes no Macbook (e poupar 1G no disco)
E tenho tudo isto com uma probabilidade grande de não rebentar irremediávelmente já amanhã.

Porquê ter um NAS numa altura em que se pode ter gigas livres em qualquer serviço de backup online? Por várias razões:
  • Um bom serviço paga-se
  • Antes guardavam-se os negativos numa gaveta e tinha-se alguma segurança de que se se quisesse fazer uma cópia duma fotografia passados 20 anos ainda era possível... Agora temos suportes péssimos, já me aconteceu tentar ler um DVD com 4 anos e não conseguir!!! Contratar um serviço de backup que me garanta geo-redundância seria óptimo, no entanto quanto é que teria que pagar por ano e por giga? E após 20 anos quanto é que já teria gasto? Provavelmente mais do que aquilo que me custou o Trombinhas.
  • A comodidade e a rapidez de ter um NAS físico é inestimável, posso ligar directamente as câmeras de vídeo e fotográfica às portas USB e carregar num botão do NAS para começar a transferir.
  • Se encontrar um bom serviço online, de preferência grátis, que me dê um Tera, então posso considerar manter lá um backup !encriptado! (Sim, porque manter informação privada num serviço online não é do mais confiável...) dos conteúdos do Trombinhas.